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Mistério sobre "Lago dos Esqueletos" da Índia aumenta após análises de DNA

Um local na Índia intriga cientistas desde 1942, quando um estranho fenômeno foi observado pela primeira vez. O lago Roopkund abriga os esqueletos de centenas de pessoas, mas os ossos só ficam visíveis uma vez por ano, quando a neve derrete. Agora, análises de DNA desses restos mortais aprofundaram ainda mais o mistério do "Lago dos Esqueletos".

Inicialmente acreditava-se que os ossos pertenciam a um grupo de pessoas que havia morrido ao mesmo tempo devido a algum evento catastrófico. Especulava-se que as mortes pudessem ter sido causadas por uma avalanche, uma grande batalha ou uma epidemia. Outra hipótese dizia que o local havia sido palco de um suicídio ritualístico coletivo.

Imagem: Pramod Joglekar, via History.com
Um novo estudo, que analisou os ossos de 38 indivíduos encontrados no lago, aponta que essas hipóteses estão incorretas, ao menos em parte. 

Primeiramente, a análise de DNA mostrou que os ossos pertencem a pessoas de três diferentes grupos étnicos. Além disso, os cientistas descobriram que esses indivíduos morreram em um intervalo de até mil anos entre si.

De acordo com os pesquisadores, dois grupos étnicos eram daquela mesma região, pois apresentavam traços genéticos do sul da Ásia. Os restos mortais dessas pessoas foram depositados no lago por volta do ano 800 d.C. Já o terceiro grupo apresentava DNA originário do Mediterrâneo, provavelmente da Grécia. Esses indivíduos morreram por volta de 1800 d.C.

Os cientistas dizem que talvez o grupo com ancestralidade indiana tenha morrido em uma catástrofe ocorrida durante uma peregrinação religiosa ao local, considerado sagrado. 

Já o que aconteceu com o segundo grupo permanece sem explicação. "A amostra aponta para um grupo de homens e mulheres sem relação entre si que nasceram no Mediterrâneo oriental durante o período de controle político otomano. 

Imagem: Himadri Sinha Roy, via History.com
Como sugerido pelo consumo de uma dieta predominantemente terrestre, e não marinha, eles podem ter vivido no interior, eventualmente viajando e morrendo no Himalaia. Se eles estavam participando de uma peregrinação ou foram atraídos para o Lago Roopkund por outras razões é um mistério", afirmaram os pesquisadores.

Imagem: Atish Waghwase, via History.com
Fonte: Newsweek
Imagem principal: Shutterstock.com

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